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Visitando a "Ocupação Zuzu" sem sair de casa

Se você não está em São Paulo, como eu, através do press kit "Ocupação Zuzu" é possível fazer uma visita a exposição. Ela fica em cartaz até o dia 11 de maio no espaço Itaú Cultural, lá na terra da garoa. Fuçando o blog do Instituto Zuzu Angel acabei  viajando no material. Escolhi alguns fotos que representam o trabalho e a luta de Zuzu. E me digam se esse vestido branco não é perfeitamente usável hoje?! Ela é de fato o grande ícone da moda brasileira em termos de empreendedorismo e do uso de elementos artesanais, como os bordados. Isso sem falar da moda como forma de prostesto e engajamento político, que tão bem Zuzu encarnou nos tempos da ditadura.  Gente, vale a pena ler tudinho AQUI.




"A moda brasileira sou eu"

 A Exposição apresenta cerca de 400 itens, entre vestidos, croquis, documentos, objetos, fotos e cartas manuscritas endereçadas por Zuzu a personalidades brasileiras e estrangeiras, militares, congressistas americanos, artistas e intelectuais na busca pelo filho preso e assassinado pelo regime militar brasileiro. Oficinas, ciclo de filmes, encontros com personalidades da indústria da moda também integram a mostra, que faz um retrato abrangente da trajetória desta pioneira na moda brasileira. Zuzu é a primeira Ocupação a se estender pelos três andares do espaço expositi do instituto.


fotos: divulgação

Tricô é História



Em minhas andanças pela Internet descobri num site em inglês chamado Arte e Design maravilhas sobre a história do Tricô e algo muito interessante sobre a década de 1940 na Grã-Bretanha. Essa arte de tecer usando duas agulhas possuía dois padrões bem definidos àquela época. Um deles era o tricô geral e outro era o tricô de guerra. Isso mesmo! (veja a foto da capa da revista para o tricô de guerra na postagem).

As mulheres estavam, digamos, no front interno da guerra. Elas contribuíam para o esforço de guerra tricotando peças para as tropas, criando peças padrões como os gorros com abertura nas orelhas para os soldados usarem o telefone, outros para proteger do frio, além de peças militares femininas.

Depois da guerra, devido à precária situação econômica o vestuário e o tricô em lã ainda eram racionados, mas as pessoas voltaram-se para o tricô como uma forma barata de melhorar as suas vestimentas. A lã fina Lacy tornou-se um padrão famoso.

Para quem sonha em executar peças aos moldes dos idos de 1940, há uma coisa a lembrar, o padrão de tricô de hoje não é mais o mesmo do passado. As agulhas de tricô mudaram e os fios com os quais eram feitas às peças naquela época não devem mais ser fabricados, sem falar das cores que também na atualidade têm outros padrões.

Mas fica ai este resgate da história do tricô, que como uma manifestação da cultura compõe a teia de nossa história.